Sotaques e Mais Sotaques

Quando aprendemos inglês não levamos em conta uma característica peculiar de uma língua falada em alguns países e, especialmente, num país de dimensões continentais como os EUA.
Pense localmente. No Brasil não é diferente. Imagine-se na pele de um estrangeiro aprendendo português. Qual sotaque ele vai pegar? Seria aquele que fala “coração” da maneira que falamos aqui no sul, ou o “có-ração” cantado por Fagner, que é  como se fala no nordeste? Seria o que fala “perto” como no sul ou “perrrrto” como no Rio?
Evidentemente o português ensinado é aquele cujo sotaque se concentra na parte mais central do Brasil, ou seja, na região onde os negócios e o turismo ocorrem de uma forma mais acentuada: Rio e São Paulo. Não tem jeito.
Aí você poderia se perguntar: opa, mas e o inglês que estou aprendendo? De que região ou sotaque estamos falando? Normalmente é o norte americano-padrão.
Mas há no mercado materiais didáticos que se propõem ensinar o inglês britânico ou americano. Não me recordo no momento de qualquer outro material que ensine o inglês australiano, ou irlandês, ou qualquer outro. Mesmo porque as diferenças entre o inglês falado nesses países estão em algumas palavras e, mais notavelmente, algumas expressões. O sotaque não chega a ser uma parte crítica do ensino do idioma inglês, embora seja interessante estarmos alertas a algumas alterações locais.
Segue abaixo um vídeo bem interessante de Amy Walker.
Ela é uma atriz e dançarina norte americana nascida em Seattle, educada na Austrália e viveu um bom tempo na Nova Zelândia. Premiada por suas atuações no teatro, Amy ficou famosa ultimamente por conta deste vídeo no You Tube onde ela se apresenta, diz a idade e onde mora em 21 sotaques diferentes.

Vai do tradicional londrino, o cockney (sotaque do sudeste de Londres), o neo zelandês, australiano, americano, canadense até ao italiano (?).

Ela inicia dizendo:

Hello, my name is Amy Walker. I’m 25 years old, and I was born in London, England.
Depois a atriz vai mudando o local de nascimento e colocando o sotaque daquela região na mesma frase. É bem legal e serve pra termos uma boa base de como ingles pode soar diferente!