6 maneiras de usar o “like”

like

 

Em um primeiro momento, o aluno de inglês iniciante se depara com o verbo ‘to like‘ – gostar – e segue sua vida, alegre e entusiasmado, até ver que, além de verbo, ele também pode ser uma preposição, um substantivo, uma conjunção, um advérbio, um adjetivo e até um sufixo!

Aí vem a taquicardia, o choro, o desespero e a impressão que jamais será possível aprender inglês na vida.

Mas calma, relaxa, respire fundo e veja como a coisa não é tão cabeluda assim. Vou separar os usos com exemplos. Veja como tudo pode ficar mais claro:

 

 

1- Like como uma preposição

Aqui o “like” é usado para fazer comparações e conferir determinadas propriedades a objetos:

– That shirt is like this one…………..Aquela camisa é parecida com esta.
– It’s like a dream!…………………..É como um sonho.
– His hair is black like mine…………..O cabelo dele é preto como o meu.
– He eats like a bull………………….Ele come feito touro.
– Like my father, I don’t drink milk…….Assim como meu pai, eu não bebo leite.

 

2 – Like como um substantivo

 we won’t ​see his like again………….Não veremos alguém como ele novamente.

 

3 – Like significando “tipo” na gíria e como um advérbio

– The party was like, really cool!……………..A festa estava tipo, muito legal!
– Like I said…………………………………………Como eu disse (mesmo uso do AS)
– She looked at me like I was a stranger……….Ela me olhou como se eu fosse um estranho

 

4 – Like como um adjetivo formal

– This shirt is of like size…………….Esta camisa é do mesmo tamanho.
– He is likely to do it…………………Ele é suscetível a fazer isso.

 

5 – Like como sufixo

– Childlike…………….infantil, pueril
– Ladylike……………..feminino

 

6 – E, claro, como verbo

 I like sleeping after lunch……………Eu gosto de dormir depois do almoço.

E quem não gosta?

 

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7 maneiras de se pedir desculpas em inglês

sorry

 

Ninguém e perfeito e erros cometemos diariamente. O bonito mesmo é reconhecê-los e, ora ora, pedir desculpas!

Por isso listo aqui para você 7 maneiras de pedir desculpas em inglês! Olha só:

 

1 – I’m sorry about that

É o famoso “sorry” com nome e sobrenome. A tradução é Desculpe-me por isso. Simples e objetivo

 

2 – I’m sorry that I broke your very expensive Chinese vase.

Aqui é um exemplo onde detalhamos a razão do nosso pedido de desculpas. Nesse caso, o coitado se desculpa por ter quebrado o caríssimo vaso chinês de alguém.
3 – I’m sorry

Ok, não podemos deixar o simples e direto “desculpa!”. Lembre-se de fazer cara de desespero (dependendo do caso)

 

4 – Sorry

Tá, teacher, mas não é igual ao de cima? Mais ou menos. Isa-se o “sorry”, sem o “I’m” quando você faz alguma coisinha pequena, não muito grave. Como pisar no pé de alguém.

 

5 – Whoops!

Eis a versão informal de “sorry”. Pra ilustrar bem a coisa, o do exemplo número 4 é pra quando você pisar no pé do seu chefe. Este aqui é pra quando você pisar no pé do amigo na fila do bandejão.

 

6 – I’m really sorry about crashing your Ferrari.

Estou realmente sentido por bater a sua Ferrari. Não que isso vá ajudar muito, mas é bonito mostrar tamanha preocupação e empatia…

 

7 – I’d like to apologise for the way I yelled at you earlier.

Gostaria de me desculpar por ter gritado com você mais cedo. É extremamente formal, mas tão formal que é capaz da pessoa ficar mais irritada com o pedido de desculpas do que com o fato original em si.

 

Pronto, agora você está pronto para fazer a mancada que quiser na sua vida!

 

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Gosta de dar ordens? Então use os imperativos!

impera

 

Quem não gosta de dar ordens? Tem gente que não faz outra coisa, e a maneira de fazer isso é utilizando os verbos no imperativo. E é muito simples porque você não precisa modificar absolutamente nada. Apenas insira o verbo, sem alteração nenhuma, no inicio de uma frase quando você quiser dar uma ordem ou comando:

READ this text!………………………….Leia este texto!
DRIVE to the beach!…………………..Dirija para a praia!
BRING me my beer! …………………..Traga minha cerveja!  (rápido, por favor que hoje é sexta!)

E quando a ordem ou o comando for na negação? Apenas coloque o DON’T antes do verbo:

DON’T read this text!…………………Não leia este texto!
DON’T drive to the beach!…………..Não dirija para a praia!
DON’T bring me my beer!……………Não traga a minha cerveja! (brincadeira, viu? É só a título de exemplo)

 

Quer saber onde você encontra bastante imperatives? Em enunciados  ou títulos de exercícios, como no seu livro de inglês: Listen to this conversation, repeat, Fill the gaps to complete the paragraph, etc.

Gostou? Então aí vai mais um imperative:

Stay tuned for our next tips.

See you next time!

Vocabulário de inverno em inglês? É pra já!

frio

da esquerda para a direita: Fábio

 

Tudo bem, ainda é outono, mas chegou o frio! E com ele, vem muitas coisas boas para gente enriquecer o vocabulário em inglês! Saca só:

 

Vamos ver algumas roupas, ou clothes?

 

Pantufa…………Slippers

Cachecol……….Scarf

Luva…………….Glove

Touca…………..Hood

Polaina………..Legging / Spat

Edredom………Duvet

Blusão de lã….Sweater

Jaqueta……….Jacket

Bota…………..Boot

Bota de chuva / galocha…………….Wellies

 

 

Alimentos (eeeeeee!!!!!)

 

Sopa…………….Soup

Chá……………..Tea

Chocolate quente………..Hot Chocolate

Café com leite……………Latte

Fondue……………………Fondue (porém, se lê “fón-dú”)

 

 

Clima / fenômenos climáticos
Neve………………….Snow

Vento…………………Wind

Garoa………………..Drizzle

Geada………………..Frost

Frio………………….Cold

 

Agora coloque um casaco e keep studying!

Entrevista com Suzana Herculano-Houzel

Suzana

 

Amigos, tempos atrás tive a honra de conversar com Suzana Herculano-Houzel, neurocientista desde 1999, quando começou a fazer divulgação científica e, de acordo com sua descrição em seu blog A Neurocientista de Plantão “criou o hábito de pensar no lado ‘cerebral’ de tudo o que acontece ao seu redor”. Em 2006, começou a escrever uma coluna para o caderno Equilíbrio do jornal Folha de São Paulo, teve um quadro no Fantástico, escreveu cinco livros e lançou recentemente – em inglês: The Human Advantage.

Naquela época a Suzana tinha sido notícia porque resolvera jogar a toalha, deixar o Brasil e fazer ciência onde há apoio verdadeiro. Mas ainda tenho esperança que a coisa reverta lá adiante e ela volte, e o Brasil deixe de perder seus talentos para o exterior.

Mas o foco do blog é o inglês, e a Suzana o tem fluente – como podem ver na sua palestra no TED em 2013 What’s So Special About The Human Brain? – e então batemos um papo sobre como ela começou a estudar inglês e a importância desse idioma para quem aspira seguir a carreira científica.

 

Quando foi que você começou a estudar inglês?

Quando eu era criança, ainda, em casa, com a minha mãe. Depois estudei num curso que privilegiava a conversação. Tentei um outro, que não tinha essa característica, algumas vezes quando minha turma do primeiro fechava, mas eu sempre voltava para ele: no que não privilegiava a conversação, claro, ninguém sabia falar. Ao mesmo tempo, lia avidamente em inglês – Agatha Christie era minha leitura favorita, então meu vocabulário incluía daggers, poisons…


Legal, sua mãe era professora de inglês ou dominava o o idioma e te ajudava?

Não, ela só conhecia o suficiente para nos ensinar o básico, e a gente queria aprender. Acho que na época o curso não aceitava crianças, ou não tinha turma especial. Tinha turmas de adolescentes, mas elas iam fechando, então nessa eu me formei depois de estudar em várias turmas de adultos.


Depois de concluir o curso aos 14 anos, você chegou a 
fazer algum intercâmbio?

Não, nunca, e na época não tinha tv a cabo. Eu via filmes alugados. Quando eu cheguei nos EUA pela primeira vez, liguei a tv e vi seriados (sem legenda, claro – lembro do Cheers) fiquei besta olhando praquilo e pensando “eu sei que conheço todas as palavras, mas não estou entendendo nada!”

Na tua palestra no TED, o teu inglês é muito bom. Não é regra, mas imaginei que tivesses morado fora.

Eu morei fora, mas só depois, pra pós-graduação, não foi intercâmbio. A exposição a “inglês de verdade” foi fundamental.


E morou por quanto tempo?

Morei 3 anos nos EUA (em Cleveland, onde NINGUÉM falava português, o que foi fundamental), depois 4 na Alemanha, onde quase todos no Instituto falavam comigo em inglês.


Isso foi uma imersão e tanto!

Foi sim. O melhor elogio que meu inglês recebeu foi no começo das aulas da pós-graduação, quando um americano veio me dizer “eu não consigo situar o seu sotaque – de qual ESTADO você é?”  risos


Esse é um sinal de proficiência!

A proficiência, mesmo com sotaque, é fundamental. Eu não tenho a menor dificuldade em dizer o que quero. Isso é crítico para qualquer profissão, mas fundamental para cientistas. A gente tem que ser capaz de dizer e-xa-ta-men-te o que quer, com as nuances corretas


Vamos falar na tua área – ciência e pesquisa. Qual a 
importância de dominar o inglês no que vc faz? Vc acha que isso faz muita diferença? A Suzana sem inglês seria a Suzana de hoje?

Essencial e obrigatório. Alunos de iniciação científica precisam dominar ao menos a leitura do inglês para entrar no laboratório, e de preferência saber falar, porque temos cada vez mais estrangeiros no laboratório. Mas, mesmo antes disso, sem saber falar e escrever inglês
não dá para ser cientista. A base é a comunicação, a troca de descobertas e conhecimentos. A língua universal, no momento, é o inglês. Já foi o latim, já foi o alemão, mas agora é o inglês. Eu não teria estudado fora se não dominasse esse idioma, não publicaria bons artigos em inglês se não dominasse a língua eu mesma. E certamente eu não seria convidada para dar palestras no estrangeiro (muito menos no TED) se não tivesse esse domínio. Poder conversar socialmente com outros pesquisadores também é fundamental. Por isso não basta o conhecimento operacional suficiente só para decorar uma palestra e apresentá-la, é preciso conseguir conversar normalmente com outros cientistas após palestras e na mesa de um bar.

Sim, a questão da socialização e do networking. Sabe-se que há falta de profissionais com o domínio no inglês no mundo dos negócios aqui no Brasil. Na tua área ainda se vê essa carência?

Sim. Inglês instrumental é pré-requisito para fazer doutorado, mas são poucos os pesquisadores com inglês realmente fluente. Em geral, são os que estudaram fora.


A que você acha que se deve essa falta de consciência, da parte do brasileiro, para arregaçar as mangas e estudar inglês?

Acho que muitos estudam o suficiente para ter noções básicas, ou para conversar com turistas. Ganhar proficiência de verdade  exige exposição, necessidade real de usar a língua. Eu mesma conheço a diferença entre as línguas que falo. Inglês e francês são absolutamente fluentes porque eu falei diariamente por vários anos. Alemão é funcional, e eu entendo bastante bem, porque não precisei tanto assim. Embora morasse na Alemanha, as pessoas com quem eu conversava falavam inglês. E meu espanhol… digamos que melhora a cada viagem em que eu preciso dele!


Você tem filhos? Se sim, já os colocou num curso de inglês desde cedo?

Sim, os dois estudam no mesmo curso que eu me formei desde a idade em que ele aceita crianças. Os dois são agora perfeitamente fluentes, porque o padrasto é americano e eles falam inglês em casa.


Puxa, que ótimo pra eles ter essa imersão em inglês em casa!

É, um deles pulou do Kids pro book 8 porque estava ficando entediado na sala, fez a entrevista e o professor aprovou


E sobre os teus projetos atuais, algum livro novo no horizonte?

Sim, acabei de entregar um livro novo pra MIT Press. Em inglês! Vai se chamar The Human Advantage e é sobre meu próprio trabalho. O original é em inglês mesmo.

E não vai sair versão em português?

Vai, um dia – os direitos em português são meus, mas ainda não tenho editora para ele.

Que dica tu darias pros estudantes da tua área quanto à importância do inglês?

Minha dica é procurarem se expor: lerem livros, verem filmes com legenda em inglês, viajarem com grupos de estrangeiros (NADA de brasileiros no grupo!). Inglês é inegavelmente a linguagem universal de hoje, e para viver bem inserido em um mundo globalizado, há que se dominar o inglês. E quanto melhor a gente fala, melhor é aceito como cidadão do mundo, sem fronteiras mesmo.